sábado, 9 de janeiro de 2010

no começo é um infinito pra dizer, aquelas coisas não ditas que palpitam, um tanto de barulho por dentro quando passa, um transbordamento. depois a gente vai se acostumando com as palpitações, com o desespero do coração nos reencontros (e nos desencontros, amor). a gente acostuma com o barulho das batidas, como as de uma reforma que demora mais do que o esperado.
a gente se habitua e já nem escreve, nem reclama. como se a própria inspiração pedisse: um minuto de silêncio pelo amor que morreu.

e dependendo do tamanho do amor o minuto pode se arrastar por horas e atropelar dias, noites, verões, uma eternidade.
até que a gente nem sabe se acaba muda.
ou se muda.

2 comentários:

thais. disse...

a gente se acostuma com o quemachuca e quandoalgo afaga simplesmente nõ sabemos o que fazer...

goooorda!saudade de você.

Tânia Tiburzio disse...

Adorei seu blog!!